Arquivo | Dezembro, 2013

Carta Política da V Assembleia-Geral da ADECRU sobre a Realidade das Comunidades Rurais e do País

30 Dez

Somos cidadãos e cidadãs moçambicanas entre estudantes e jovens, na sua maioria oriundos do meio rural, filhos e filhas de camponeses e camponesas de todo o País integrados e articulados na e pela Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADECRU), provenientes de todas as províncias deste País, falantes de diferentes línguas, com experiências distintas e unidos por um ideal comum maior de luta pelo engajamento democrático e inserção produtiva de diversos actores comunitários na construção de um poder popular e uma agenda soberana de desenvolvimento sociopolítico, económico e cultural das comunidades rurais de Moçambique reunidos em nossa V Assembleia-Geral Anual na Cidade de Chimoio, Província de Manica, na Região Centro do País, entre os dias 20 e 21 de Dezembro de 2013.

A ADECRU constitui também uma “descoberta de possibilidades comunitárias” humanas e a integração das Comunidades Rurais numa sociedade moçambicana mais justa onde homens e mulheres estejam na mesma linha de dignidade humana. Ao mesmo tempo, a ADECRU propõe-se a ser “um espaço público de libertação de palavra e do exercício da liberdade e uma unidade compreensível” na qual os seus membros “vão-se encontrar, discutir, cooperar, solidarizar-se, propor e multiplicar as suas pequenas acções” para expor e propor iniciativas concretas capazes de levar as comunidades rurais do País e não só, a serem autores do seu destino, a partir de modalidades democráticas e cidadãs para criação de condições viáveis para a existência humana digna. Igualmente, a ADECRU representa um convite para que as pessoas se apropriem de oportunidades e escolhas humanas dignas através das quais possam exercer sua condição de agentes livres e capazes de construir o seu futuro e das gerações vindouras.

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Famílias Atingidas pela Vale Forçam a Paralisação Geral da Mina de Moçambique

24 Dez

Por voltas das 4h00 da manhã, do dia 23 de Dezembro de 2013, mais de 289 famílias atingidas e reassentadas pela Vale no Bairro 25 de Setembro, bem como as que tiveram “Indemnização Assistida”, numa acção mobilizadora e de resistência bloquearam todas as vias que dão acesso a mina da Vale em Moatize levando a paralisação geral de todas operações de produção e logística da empresa. As famílias atingidas reivindicam o direito a indemnização resultante da usurpação de suas machambas pela Vale, que implantou na área a sua mina de carvão mineral, infra-estruturas de apoio, incluindo a construção de uma via-férrea. Imagem

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