Arquivo | Maio, 2016

Lançamento do documentário – “Somos Carvão?”

27 Maio

(Maputo, 27 de Maio de 2016) –  Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADECRU) em parceira com a Justiça Global, Justiça Ambiental (JA), Instituto Politicas Alternativas para Consesul (PACS), Associação de Apoio e Assistência Jurídica as Comunidades (AAAJC) e o Couro de Rato, numa acção conjunta para denunciar as injustiças sociais e ambientais face aos avanços de Megaprojetos, laçam a versão online do documentário “Somos Carvão?”.

O documentário surge num contexto em que o Corredor de Nacala tornou-se em epicentro de investimentos mineiros e de agronegócio e, sofre profundas transformações devido a sua localização, boas condições agroecológicas e de logística para o escoamento das mercadorias. “O documentário mostra a realidade das comunidades do corredor de Nacala que com os avanços dos Megaprojectos são obrigados a sacrificar seus locais de origem, abdicar de seus modos de vida e forçadas a viver na hipocrisia de um dia poder ter casas melhoradas, aumentar o seu rendimento familiar. Portanto, neste documentário, procuramos trazer casos que ilustram graves atropelos aos procedimentos legais por parte da multinacional Vale, desde o início das suas operações e uma gama de injustiças socais nomeadamente: os casos de usurpação de terras, indeminizações injustas, perca de habites, etc por um lado e, por outro procuramos tornar visível o sentimento das comunidades camponesas face o avanço do programa ProSavana, os vícios de concepção e os impactos deste programa”,  disse o Coordenador Executivo da ADECRU, Agostinho Bento.

Veja o Documentário AQUI

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Organismos Geneticamente Modificados, um Veneno-letal Legalizado para Consumo da Humanidade

20 Maio

 

Por: Agostinho Bento e Clemente Ntauazi

 

“O ser humano podia se reconciliar com o planeta e ver o que pode fazer para ser querido (pelo planeta) só que agente não percebe, não enxergamos porque estamos desligados do planeta achando que somos inteligente e não vendo que somos parte de um sistema inteligente (planeta)”, Ernst Gotdch in Syntropylife.

 

(Maputo, 20 de Maio de 2016) – Na década 90, o mundo acorda dos escombros das duas devastadoras guerras mundiais, fenómeno que foi precedido com o antagonismo ideológico entre os Estados Unidos da América (EUA) e a ex – União das Repúblicas Socialistas soviética (URSS). Como forma de responder as devastações das guerras, os países consagraram o “desenvolvimento económico”como agenda dominante e, a mesma só poderia ser alcançada mediante investimentos privados em sectores estratégicos como a agricultura. Portanto, o sector da agricultura acabou sendo prioritário para a maior parte das empresas que foram criadas após o conflito que o mundo testemunhou. Assim, as empresas que foram usadas para produzir armamento, tiveram que concentrar as suas actividades económicas em áreas ligadas a Biotecnologia. Doravante, nascia assim, no campo da biotecnologia a actividade de manipulação dos genes dos seres vivos, uma actividade nunca antes testemunhada na vida da humanidade.

 

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