Arquivo | Dezembro, 2016

POPULAÇÃO DE MEPARARA, MELOLA E NAMACULA ESTÁ DE COSTAS VOLTADAS CONTRA LURIO GREEN RESOURCES EM NAMPULA

28 Dez

[Nampula, 28 de Dezembro de 2016] – Enquanto o Governo de Moçambique vê os megaprojectos e grandes empresas de agronegócio como a melhor alternativa para alavancar o desenvolvimento imediato do País, a população dos povoados de Meparara, Melola e Namacula na província de Nampula, que está sentir na pele a actuação das multinacionais, sufoca-se com o avanço das plantações de eucaliptos da empresa Lurio Green Resources. Em causa está a falta de indemnizações justas e transparência no processo de ocupação de suas terras.
Desde 2010, ano em que esta empresa arrancou com as plantações em Meparara até hoje, o processo de indemnização ainda não terminou. E o que mais preocupa esses populares, que vivem em condições humildes depois de perderem suas terras para dar lugar as plantações de eucaliptos é o facto de que o que receberam como indemnização não corresponde a sua perda. Pior ainda alguns nem sequer foram indemnizados e não sabem quando é que verão os seus direitos repostos. Continuar a ler

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EXPLORAÇÃO DO MINÉRIO DE FERRO EM TETE: ACTIVIDADES EM MARCHA SEM APROVAÇÃO POPULAR

28 Dez

p1070684[Tete, 28 de Dezembro de 2016] – Quatro anos depois de ter-se testemunhado convulsões sociais na província de Tete como consequência do avanço da indústria mineira, a Capitol Rasoures Lda, está  desenvolver suas actividades de “pesquisa” com vista a extracção do minério de ferro sem aprovação popular nas comunidades do distrito de Chiuta

“Fomos apenas surpreendidos com placas fixadas em vários espaços da nossa comunidade indicando a presença da Capitol Resources e, de seguida vemos camiões da empresa a circularem nesta nossa comunidade mas em nenhum momento fomos explicados o que, na verdade, vai acontecer aqui na nossa zona. Ouvi dizer que vai-se esta empresa vai explorar ferro, porém, eu e muitos que estão aqui no encontro não sabemos concretamente o que está acontecer”.
Esse pronunciamento foi levantado pela maioria dos participantes aquando da realização de oficinas abertas da Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais-ADECRU e Associação de Apoio e Assistência Jurídica as Comunidades (AAAJC) nas comunidades de Mbuzi e Massamba. E de forma repetitiva a população se questionava sobre a presença da Capitol Resources na sua comunidade. Continuar a ler

Moçambique: Campanha “Não ao ProSAVANA” considera fraudulento o processo de Redesenho e de auscultações públicas do Plano Director do ProSAVANA – Comunicado Urgente

7 Dez

Não ao ProSAVANA

A Campanha “Não ao ProSAVANA”, junto com 83 organizações do mundo, publicou no passado dia 27 de Agosto de 2016[1] o “Comunicado Conjunto e Questionamentos da Sociedade Civil de Moçambique, Brasil e Japão sobre o ProSAVANA com Relação aos Documentos do Governo Recentemente Vazados”.
O comunicado acima referido salienta os factos revelados pelos documentos vazados[2] e a forma como este programa triangular tem planeado e levado a cabo acções contra as organizações que questionam o programa através da “Estratégia de Comunicação do ProSAVANA” estabelecida pelo fundo da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão)[3]. Os referidos documentos mostram igualmente a estratégia dos governos envolvidos, colocada em prática pelos consultores da JICA com o objectivo de dividir a sociedade civil moçambicana, marginalizar e excluir as organizações que fazem parte da “Campanha Não ao ProSAVANA” desde o processo de criação de mecanismo de “diálogo” no âmbito da reformulação do Plano Director (PD) do ProSAVANA[4], mesmo considerando que a “Campanha” foi a única entidade que elaborou e publicou uma análise crítica à versão zero do PD [5]. Continuar a ler

Carta aberta em Defesa do Cerrado

7 Dez

cerrado

Brasília, 18 de Novembro de 2016
Nós, Camponeses(as), Agricultores(as) Familiares, Povos Indígenas, Quilombolas, Geraizeiros(as), Fundos e Fechos de Pasto, Pescadores(as), Quebradeiras de Coco, pastorais sociais, entidades da sociedade civil e apoiadores que participam da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, representantes de comunidades camponesas de Moçambique, e ativista ambiental do Japão e organizações brasileiras que participam da Campanha Não ao ProSavana, reunidos no Seminário Nacional “MATOPIBA: conflitos, resistências e novas dinâmicas de expansão do agronegócio no Brasil”, em Brasília/DF, nos dias 16,17 e 18 de novembro de 2016, debatemos sobre a Destruição do Cerrado e as consequências e impactos para os Povos que aqui vivem. Continuar a ler

The “No to ProSAVANA” Campaign considers the Redesign and public consultation process of ProSAVANA’s Master Plan a fraudulent process.

7 Dez

Não ao ProSAVANA

On 27th August, 2016, the “No to ProSAVANA” Campaign, along with other 83 organizations from across the globe, published the “joint Announcement and questions of the Civil Society of Mozambique, Brazil and Japan about ProSAVANA with regard to the recently leaked Government Documents.”
The above-mentioned announcement stresses the facts revealed by the leaked documents and the way this triangular program has been planning and carrying out actions against the organizations questioning the program through “ProSAVANA’s Communication Strategy” established by the JICA’s fund (Japan International Cooperation Agency) . The aforementioned documents equally show the involved governments’ strategy, put in place by JICA’s consultants with the aim of dividing the Mozambican civil society, marginalizing and excluding the organizations members of the “No to ProSAVANA Campaign” since the process of creation of a “dialogue” mechanism in the scope of redesigning ProSAVANA’s Master Plan (MP), even considering that the “Campaign” was the only entity that prepared and published a critical review to the zero version of the MP. Continuar a ler