ADECRU defende a preservação do modelo agrário das comunidades rurais

3 Ago

A Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais-ADECRU defende que os modelos agrários devem-se adequar aos moldes das comunidades rurais e não obrigá-las a se adaptarem na perspectiva dos financiadores.

No entanto, o que se assiste actualmente em Moçambique, e no mundo em geral, é a tendência de transformar a agricultura dos camponeses caracterizada pelo cultivo de muitas culturas em monocultura.

O avanço desse modelo agrícola tende a gerar muitos problemas de usurpação de terras das comunidades camponesas porque os investidores ocupam extensos hectares colocando em causa os nativos que vêem a terra como seu único meio de sobrevivência.

Para o Coordenador de Pesquisa, Formação e Campanhas da ADECRU, Clemente Ntauzi, o cultivo de monoculturas de soja, eucaliptos, pinheiros, etc. não visa combater a fome até porque os camponeses não sobrevivem dessas culturas. “Esses commodities são para exportação. E quem sai a ganhar são os promotores dessa agricultura e não os camponeses. Se é para desenvolver as comunidades rurais por quê os investidores não cultivam mandioca, milho, arroz, feijão culturas típicas dos camponeses?”

Foi na visita efectuada nesta Quarta-feira aos escritórios da ADECRU pelo Busisness & Human Rights Resources Centre, uma organização internacional com sede em Londres a qual tinha por objectivo inteirar-se das diversas pautas de luta em que esta associação moçambicana está inserida. Na ocasião a Acção Académica explicou a necessidade de se pautar por um modelo de agricultura que respeite as comunidades e não trazer-lhes problemas.

Citando o polémico caso do programa agrário ProSavana que envolve os governos de Moçambique, Japão e Brasil, Jeremias Vunjanhe, coordenador nacional desta organização explicou que houve muitas injustiças cometidas. Usurpação de terras, difícil acesso a informação sobre o programa e consultas públicas viciadas foram alguns dos atropelos constatados.

O agronegócio é caracterizado pelo cultivo de monoculturas com o principal objectivo de produzir commodities para os mercados internacionais. E geralmente recorre-se ao uso de agrotóxicos como pesticidas, herbicidas e insecticidas produtos estes que paulatinamente vão provocando impactos negativos ao sobsolo como, por exemplo, o seu empobreciemnto.

ADECRU soube no desenrolar das intervenções que o Busisness & Human Rights Resources Centre para além de efectuar visitas também estava organizar um encontro estratégico da sociedade civil de Moçambique e Angola no Hotel Terminus, na Cidade de Maputo para hoje três de Agosto.

 

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