ADECRU participa na conferência do movimento Pani-Africanismo Hoje na Tunísia

2 Jul

Tunísia, 02 de Julho de 2017 – Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADECRU), representada pela sua coordenadora de Género, Mobilização e Juventude, Cacilda Rafael Moisés Nhamba e seu colaborador António Francisco Geraldo Gaveta, participam desde Sexta-feira,30 de Julho a 2 de Julho deste ano da II conferência anual do movimento internacional Pan-Africanismo Hoje.

A conferência que decorre na capital tunisina, Túnis, conta com a participação de cerca de 200 participantes em representação de movimentos sociais e organizações da sociedade civil de Venezuela, Brasil, Argentina, Filipinas, Quénia, Tanzânia, República Democrática do Congo, Cabo Verde, África do Sul, Lesotho, Zimbabwe, Angola, Caraíbas, Argélia, Marrocos, Burkina Faso, Senegal, Nigéria.

Fundado em Abril de 2016, o movimento Pan-Africanismo Hoje tem por objectivo discutir as lutas de classes sociais e agendas imperialistas e neoliberais impostas em África as quais ao invés de promover o desenvolvimento tendem a aumentar o fosso entre ricos e pobres, exploradores e explorados.

Assente nos ideiais pan-africanistas de Nkwame Nkrumah e outros pensadores da mesma corrente este movimento pretende resgatar o estado socialista onde tudo será compartilhado por igual.Para este movimento composto por jovens activistas de vários países do mundo a África ainda não está livre porque depois das chamadas “independências” os colonos começaram com o neoliberalismo, uma nova face do colonialismo que não impõe escravatura, mas impõe políticas de apoio mútuo para explorar as riquezas naturais.

Espera-se que desta conferência os activistas de várias frentes provenientes de quase todo o mundo troquem ideias e desenhem actividades concretas com vista a fortalecer os objectivos deste recém-movimento pan-africano.

Cacilda Nhamba diz que falar do Pan-Africanismso é falar de solidariedade para com os marginalizados na sociedade e espera replicar as experiências desta conferência no seu país que tanto precisa da implementação dos ideais de Nkwame Nkrumah e outros líderes que aspiravam um estado africano coeso para o seu próprio desenvolvimento.

A corrente Pan-Africanista “sempre esteve assente nos ideais de libertação do continente africano e dos seus descendentes que se encontram no mundo inteiro da opressão e exploração. E o movimento Pan-Africanismo Hoje ainda se fundamenta na mesma questão de emancipação, porém desta vez trata-se de libertação do regime capitalista neo-colonialista e neo-liberal das massas trabalhadoras. Ademais este movimento reflecte uma expressão de luta de classes dentro do contexto capitalista globalizado.”

Crescimento económico africano nas duas décadas passadas: falência do neoliberalismo e alternativas socialistas, Agroecologia e soberania alimentar e a unidade africana para o desenvolvimento autonomo da África são os temas em destaque desta conferência que termina hoje, 2 de Julho.

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